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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

LINGUAGEM

LINGUAGEM

A linguagem é algo que permeia todo nosso cotidiano e é através dela que mantemos contato com nosso meio social e interno. Componentes culturais são capazes de determinar como nosso cérebro vê o mundo externo, quais elementos ele seleciona e quais elementos ele exclui de sua vida psíquica.

O mundo é uma complexidade, onde cada vez mais percebemos que todas as coisas, sendo mais absurdas,diferentes e distantes que se possa imaginar possuem uma relação com outra, mínima e sutil que seja, mas nunca estão separados. E o nosso cérebro, registra tudo, tudo que passa por seus sentidos desde o nosso nascimento, mas o que difere da forma como um vê o mundo diferente do outro é o campo conceitual que ele vai criando sobre as coisas que ele passa a conhecer.

Este campo conceitual, de carga semântica extensa, inclui não somente o meio cultural que nascemos, mas também um fator do próprio biótipo corporal que ajuda a selecionar este meio social que freqüentaremos se nos sentiremos parte. O perfil da família que é o nosso primeiro meio social, os meios de comunicação de massa que sempre invadem e se infiltram no meio familiar, e o ciclo de amigos de relações horizontais que vamos colecionando desde pequeninos, que continuamos na adolescência, mantemos na nossa primeira etapa da preparação para a vida adulta, e não percebemos o quão estamos enraizados e completamente ligados neste meio relacional. Este ambiente fará parte do conjunto de acessórios que comporão nossa linguagem interna, o pulsar que moverá nossa vida e que giraremos sempre em torno dele, a não ser que de algum modo, rompamos com todo movimento direcional imposto pela linguagem primeiramente adquirida.

Este processo de rompimento de linguagem e criação de uma nova, é muito importante para aqueles que querem ver a vida, de forma diferente da qual nosso cérebro habituou a ver, e, sem percebermos, podemos ficar uma vida inteira sem saber que haviam infinitas possibilidades de linguagem e ficamos alienados em apenas uma ou algumas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

O ser humano é racional?

Em certo parâmetro deveríamos posicionar o conceito de “ser humano racional” a partir de uma pergunta: Em qual racionalidade?

Das propriedades mentais, e das potencialidades que o ser humano pode desenvolver, pode-se considerar de fato que ele é um ser com potencial racional. Mas sua capacidade de racionalização se limita ao seu nível de desenvolvimento mental ou cognitivo, das suas capacidades de percepção, do nível de interferência de seu sistema límbico, da sua maturidade biológica. Visto que a mente é um sistema não binário, e que por complexidade a racionalidade humana não se constitui apenas no sistema matemático da divisão (a/b=x), pode-se assegurar que o ser humano é racional, mas limitado à sua capacidade de percepção, seus conhecimentos, suas vivências e experiências, seus conceitos, seus mitos, suas crenças. Ou seja, a mente é o filtro pelo qual percebemos a realidade, a sua rede neural conjugada com as qualidades biológicas e sua formação, é quem determinará a qualidade da racionalidade que o ser humano está apto para exercer.

Apesar do ser humano ser racional, isto não o exclui da possibilidade e do ato dele cometer irracionalidades. É da propriedade da mente fazer as conexões mais absurdas possíveis, gerar as mais brilhantes idéias tidas como geniais, e das mais tolas possíveis que uns julgam popularmente falando que “nem animal irracional cometeria”.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Ser Humano, Da Sensibilidade Para A Inteligibilidade


Não é difícil de olhar no tempo e perceber o ser humano no seu processo histórico as transformações, evoluções e involuções que aconteceram a todo o momento.

Do ser primitivo ao ser moderno, muitas mudanças no seu campo de percepção foram ocorrendo. Suas estruturas mentais, formas de comunicação e interação, valores sociais, crenças, comportamentos, criação de recursos artificiais, sistemas econômicos... São infinidades de adaptações, alterações, criações, construções, desconstruções. Todas elas aconteceram porque o ser humano aguçou o seu labor no campo das idéias.

Mas existe algo que nunca mudou nele: a “sensibilidade sensível”, a atividade biológica de seu corpo, sua mecânica material e corporal. Toda alteração que percebemos na história do ser humano é na parte inteligível, no seu campo criativo, na sua percepção e na forma de compreender e enxergar o mundo.

Construir-se ser humano é um processo. Não podemos determinar um fim ou criar uma imagem final de onde o ser humano pode alcançar. Suas limitações? É difícil determina-las se pensarmos nas possibilidades das idéias, nesta dimensão sentimos dentro do infinito como percebemos o tamanho do espaço cósmico.

Contentemos com nossas limitações físicas, porque com isto, não temos muita coisa a criar, construir ou desconstruir. A nossa dimensão, talvez o real sentido da expressão “ser humano”, é o campo das idéias. Nela uma infinidade de mundos poderá ser criada e foi nessa dimensão que aconteceu a criação deste texto.


Autor: Vinícius Machado. Graduando em Pedagogia.